
"Deixa a janela entreaberta, fica um pouco mais, ainda é cedo... Quero poucos raios de luz essa manhã, quero beijos intensos e cheios de amor, palavras que fortaleçam essa minha vontade de ter tudo que ainda não pude...Ouvi pássaros cantando antes do café e senti uma tremenda falta de algo que ainda não vivi, não senti, nem sobrevivi...
Estranho não?
Como alguém pode ver sabores e sentir cores sem se dá conta de que o mundo gira e continuamos sem parar, no mesmo lugar.
[...]
Aquele grito que pouco depois ouvi do lado de fora era você, chamando para ver uma joaninha que se abrigava com suas larvinhas numa das folhas da samambaia que cultivávamos no jardim de inverno. Seu jeito doce de dizer: “Olha amor, como são lindas” me fazia sentir uma paz de espírito inexplicável, e em instantes lembrar das vezes que víamos bebês passeando por ai...“Amor olha; é lindo...” e com os travesseiros brincávamos de imitar um barrigão de sete ou oito meses... Que não importasse a data ou o período... mas o quão linda tu ficarias carregando uma criança em teu ventre; uma criança que chamaríamos de nossa... Nosso bebê.
[...]
Não, eu não quero leite antes de dormir... Preciso escrever um pouco mais; vem, deita ao meu lado, preciso acarinhar tua nuca e sentir teus cabelos por entre os dedos da minha mão, para que minha inspiração nunca se vá..."
Sem palavras...
ResponderExcluirÀs vezes o silêncio pode ser a melhor opção...
ResponderExcluirThay,
ResponderExcluirMuito bonito e tocante seu texto.
Bjo.
Brigada Malu.
ResponderExcluir=*
Lindo demais...Tem carinho derramado nas palavras. Bjos achocolatados
ResponderExcluirMainha... mesmo teu sofrimento é assim, bonito! Saudade de tu!
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