Sabe quando chove, e o céu fica cinza...
E o clima vai ficando calmo e sereno...
O chão da casa fica gelado, e o cheiro de terra molhada que vem da rua demora no ar.
[...]
Os corpos no chão se encaixam entre braços e abraços, com pés descalços por todo espaço. A respiração oscila, o coração até se aquece, por bater acelerado.
E a chuva lá fora só cai... E o vento frio invade, causa calafrios e abraços apertados.
Beijos intermináveis pra chuva não parar, pois lábios não podem congelar. Cada fração de segundo um estalo irradiante, e um sorriso de canto frouxo de felicidade grande. Tão grande e simples que parece bobo aos olhos de quem vê, mas não aos olhos de quem sente.
[...]
O relógio parou e o silêncio tomou conta. O frio se refez, e o que era simples se engrandeceu, os olhos adormeceram, fechando as portas do irreal de um sonho que não acordou...
[...]
Faz tempo que não chove aqui...
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